

Ao compostar estamos a:
- Reduzir a quantidade de resíduos urbanos biodegradáveis, depositados diariamente em aterro ou incinerados;
- Transformar esses resíduos em composto rico em nutrientes, ideal para fertilização dos solos;
- Reduzir a nossa dependência de fertilizantes sintéticos importados.

Em contacto com o solo, em espaço com boa drenagem, de modo a que a água possa escorrer e infiltrar-se quando chover. Deve estar próximo de um ponto de água.Funcionamento - o que COLOCAR e NÃO colocar:
colocar


colocar em pouca quantidade

não colocar

Colocar ramos grossos, distribuídos aleatoriamente sobre o fundo do compostor;
Colocar castanhos (folhas secas, palha, caruma), por cima da cobertura inicial, até obter uma camada com 5 a 10 cm de espessura;
Adicionar uma mão cheia de terra ou composto já pronto em cima da camada anterior;
Este processo irá colocar os microrganismos presentes na terra/composto diretamente em contacto com os resíduos orgânicos;
Colocar uma camada de verdes, por forma a obter um revestimento de material com uma espessura de aproximadamente 5 a 10 cm;
Adicionar água em quantidades moderadas e de forma bem distribuída;
Repetir a 2ª e 5ª etapas, até encher o compositor;
A última banda deverá ser sempre composta por castanhos. Este tipo de material impede a libertação de mau odor e protege previne o aparecimento de pragas e animais indesejados.

Durante o processo de compostagem existem alguns fatores a ter em conta.
Vamos conhecê-los?

A disponibilidade de oxigénio no compostor é indispensável para a atividade dos microrganismos responsáveis pelo processo de decomposição.
O bom arejamento da pilha de compostagem é essencial para o controlo da temperatura da mistura e para libertação dos gases decorrentes da compostagem.
Deve revolver periodicamente a pilha de resíduos (2 a 3 vezes por semana), de forma a potenciar o processo de decomposição e a reduzir os odores indesejados.

A humidade na massa de compostagem durante o processo de biodegradação deve situar-se entre os 40 a 65%, caindo para teores abaixo de 40% na fase final do processo (maturação).
Valores superiores dificultam a difusão do oxigénio e geram a colmatação dos espaços livres com água, reduzindo a velocidade do processo.
Por outro lado, valores inferiores condicionam a solubilização da matéria orgânica, reduzindo a velocidade do processo de biodegradação por parte dos microrganismos.
Por forma a aferir a quantidade de água disponivel no compostor, deve retirar um punhado de material e espremê-lo (teste da esponja).
- Se escorrer água, é necessário adicionar mais castanhos à mistura e abrir a tampa do compostor durante algumas horas/dias.
- Se a mão continuar seca, devem ser adicionados verdes, regar e revolver o material.
- Se a mão ficar húmida, mas não escorrer água do composto, o processo está a ocorrer nas condições ideais.

A temperatura é um excelente indicador da atividade dos microrganismos envolvidos na decomposição, refletindo a eficiência do processo.
Durante a fase de degradação da matéria orgânica, a massa de compostagem deve rondar os 60-70ºC, temperatura ideal para a atividade dos microrganismos responsáveis pelo processo.
No final desta fase,a temperatura cai para os 40ºC, indicando que a toda a matéria orgância já foi digerida, encontrando-se a mistura em fase de maturação.
Caso não disponha de termómetro, deverá inserir uma barra metálica até ao centro da pilha de compostagem e mantê-la durante alguns minutos.
- Se, ao toque, a barra estiver muito quente, deverá adicionar cartanhos e água.
- Se, ao toque, a barra continar fria, deverá revolver a pilha e adicionar verdes.
- Se, ao toque, a barra estiver quente, mas não queimar, a mistura encontra-se à temperatura ideal.

A granulometria dos materiais adicionados altera a porosidade e a textura da pilha de compostagem.
Partículas grosseiras reduzem a superfície de contacto do material com os organismos responsáveis pela decomposição. Por outro lado, permitem a existência de poros com maiores dimensões, que levam a um maior arejamento do material.
Partículas finas aumentam a área de contacto, acelerando o processo de decomposição, mas reduzem a dimensão dos poros existentes na massa de compostagem, dificultanto o arejamento e a existência de oxigénio.
Os resíduos adicionados devem ser cortados em pedaços com 2,5 a 7 cm, de forma a permitir o aumento da àrea de superfície e, simultâneamente, a disponibilidade de oxigénio na mistura.
A velocidade do processo de compostagem e, consequentemente, da produção do composto, pode variar em função do controlo dos fatores indicados.
Em condições óptimas de digestão, é possível obter composto ao final de 2 meses, podendo contudo utrapassar os 6 meses, em situações em que não sejam respeitados os fatores indicados (rega, revolvimento da pilha, adição de material, equilíbrio da mistura).
O composto, por ser rico em micronutrientes, sais, minerais, azoto e carbono, pode ser utilizado como fertilizante da seguinte forma:
| Problema | Causa provável | Solução |
|---|---|---|
| Processo lento | Demasiados castanhos |
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| Materiais muito grandes |
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| Cheiro a podre | Humidade excessiva e compactação |
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| Cheiro a amónia | Demasiados verdes |
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| Temperatura baixa (não chega a aquecer) | Pilha muito pequena |
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| Humidade insuficiente |
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| Arejamento insuficiente |
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| Falta de verdes |
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| Temperatura demasiado elevada | Pilha muito grande |
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| Arejamento insuficiente |
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| Pragas | Restos de carne, peixe, laticínios, gordura |
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